A gente tem essa mania boba de achar que tudo é o fim do mundo. Longe de casa, longe dos amigos, parece que a saudade sufoca. Diante de uma rotina tão exigente, e ainda assim tão incerta, o stress, a ansiedade, a depressão e o cansaço parecem tomar conta. Relacionamentos que não dão certo, pessoas machucadas, coração partido, solidão que consome. É um caos; chega uma hora que nosso corpo começa a dar sinais: tem algo errado contigo, você não é feito de ferro. E nessas horas é inevitável olhar pra trás - bate aquela nostalgia -, a gente sente falta do tempo que passou ao lado daquela pessoa, do quanto era confortável encontrar aquele abraço, ouvir aquela voz. E então tu pensa que ali, isolado, mais cedo ou mais tarde, tu vai desmoronar. E aí tu te entrega, e espera tua hora... Até que tudo muda. Até que tua vida dá um giro de 180º, assim, em um segundo. Sei lá, um belo dia a vida muda. Um belo dia tu resolve falar com aquela pessoa de quem antes tu morria de vergonha. Tu toma coragem e faz o que antes tinha medo. Descobre um novo beijo, uma nova paixão, uma nova risada. E tu te dá conta que a felicidade tava ali o tempo todo, e tu que não quis acolhe-lá. De repente tu te dá conta que fazer o bem te faz alguém. Que ser é mais importante que ter. É incrível o quanto a gente pode aprender em tão pouco tempo ao lado de alguém especial. Um belo dia tu te dá conta que a vida é curta demais, que a gente não sabe o que o amanhã nos guarda, que a gente não deve se preocupar se tem potencial pra ser poeta ou não, o importante é nos expressarmos. O importante é chegar no fim da vida, inspirar uma última vez e pensar consigo mesmo: "agora tanto fiz, que tanto faz".